domingo, 17 de junho de 2012

Saber-te de cor

Apetece-me acordar a meio da noite, ver-te dormir com as costas voltadas para mim, aproximar-me de ti, passar a minha mão pela tua pele tão suave, abraçar-te pela cintura, puxar-te bem para mim e encaixar a minha cabeça na tua, na covinha do teu pescoço, enquanto penso que somos as duas únicas peças do mesmo puzzle, o amor, e que nos completamos como mais ninguém à face da Terra. Ouvir-te mexer sossegadamente, porque tens em tida toda a calma de um apaixonado (e toda a vivacidade de um amante), enquanto respiras, e adormecido te sinto a encaixares-te tu também em mim, e a enlaçar os teus dedos nos meus. Porque somos mesmo assim, até a dormir sabemos que pertencemos um ao outro. O nosso lugar é qualquer um onde estejamos juntos, a nossa casa é os nossos corações, a nossa vida o viver do outro. Afago levemente o teu cabelo e beijo o teu pescoço como se fosses de cristal, para que não acordes, és perfeito assim como dormes. Mas mesmo assim acordas momentaneamente, viras-te para mim, lanças o braço sobre a minha cinta, expiras e voltas a adormecer, enquanto eu sorrio e te observo no escuro, não é preciso sequer que nos olhemos nos olhos, sabemos de antemão o quanto nos amamos. Então encosto a minha cabeça ao teu peito, por baixo do teu queixo, deixo-me aquecer pelo calor do teu corpo e tento adormecer, apesar do turbilhão de emoções que sinto a vibrar dentro de mim, que me faz querer acordar-te só para gritar que te amo tanto e te beijar infinitamente, mas não, porque o amor não é egoísta e tu precisas de dormir. E para mais, eu adoro ver-te dormir, até no escuro, mesmo pouco ou nada vendo, adivinhando-te simplesmente, sereno e delicioso, de olhos fechados, com o cabelo caindo pela face, porque já te sei de cor, meu homem, e de nada mais preciso. E no instante a seguir é de manhã, os feixes de luz entram pelas frinchas da persiana e agora sim, consigo olhar-te plenamente, olhos ainda cerrados, boca ligeiramente aberta, como um bebé, o meu bebé-homem. De novo sorrio, levanto o braço para te acariciar a face enquanto te observo maravilhada, e nada mais existe à minha volta. Desta vez não tenho receio de te acordar porque já amanheceu e quero partilhar o raiar do dia contigo. Beijo a tua boca e tu abres os olhos, tranquilamente, e dás-me o primeiro presente da manhã, o teu sorriso rasgado e hipnotizante. Só assim, já fazes feliz o meu dia inteiro. Enquanto te retribuo o gesto dos lábios, detecto mil sensações a invadirem o meu estômago, e o meu peito e a minha cabeça. Fico quente de repente, febril de tanto amor, sinto a barriga e encolher, a testa a esquentar, cócegas na boca, arrepios nos ombros e nas costas, os músculos mais íntimos que tenho a latejar e um ardor nos olhos que quase transbordam de tal felicidade. Suspiras, fechas os olhos e apertas-me com tanta força que eu me sinto protegida, amada, imortal. É então que me ofereces o segundo presente, o teu arrepiante "Bom dia, meu amor" e logo ali eu sei que a nossa alegria é mágica, a nossa ligação é única, o nosso amor é eterno e nós nascemos um para o outro. Nunca poderia amar a nada ou a ninguém como te amo a ti e nunca haverá palavras suficientes, nos dicionários todos do mundo, que expliquem a imensidão do meu amor por ti, o quanto te quero e tudo o que em mim despertas.

5 comentários:

  1. Está perfeito querida, deixaste'me quase a chorar *.*

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  2. querido/a seguidor/a, estou de volta. agora com novo url e um novo título do blog. gostava que visitasses e seguisses novamente, obrigado :') beijinho.

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